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A CADA ANO ME TORNO MAIS FÃ DELE!!!

04 fevereiro, 2008

Embora fiquem inventando calúnias sobre minha pessoa no carnaval, eu só vi desfile na avenida na época em que nem existia Sambódromo. Isso mesmo... eu assiti uma vez na Avenida Tiradentes em São Paulo (e não venha dizer que sou velhinha, eu tinha apenas uns 6 anos de idade, tá??? rsrs).

Mas sempre gostei de ver pela TV. Fico impressionada com a criatividade dos carnavalescos.

E de 2004 para cá, um deles tem se destacado pela criatividade e também pela ousadia. Seu nome é Paulo Barros.

Principalmente seus carros alegóricos trazem sempre novidades onde são unidas além da grandiosidade, ainda os enfeites e pessoas que complementam, e dão sentido ao enredo.

Quem se lembra do carro do DNA???

E das roletas vivas?

Estava ansiosa para ver o que traria de novidade para avenida em 2008. Não aguentei ver o desfile, mas assim que acordei fui buscar informações e gostei muito do que vi.

E como não poderia deixar de ser, com um tema que falava de Arrepio, Paulo Bastos surpreendeu.

Imagina o trabalho de engenharia e estrutura para levar 26 toneladas de gelo para avenida em forma de pista de esqui? Isto mesmo... e profissionais esquiavam durante o desfile.

E este bebê gigante? Ele tinha movimentos muito próximos de um recém nascido (mais perfeito que os da TV que nascem limpinhos e sem nenhuma ruguinha... rsrs)

Ainda congelou um homem na avenida.

Representou o Kama Sutra (este achei um pouco forte, mas a idéia genial!)

Tudo bem que eu achei o carro do holocausto muito exagerado, pois acredito que certas coisas não devem ser exaltadas, mesmo que em protesto. Mas admirei a forma (pelo menos perante a imprensa) como acatou a decisão judicial desfazendo a alegoria no mesmo instante, e já começando a refazê-la, pois só tinha o prazo de 72 horas. Só uma pessoa muito dinâmica mesmo, para conseguir repensar em tudo em tão pouco tempo!!!

Só fico imaginando que deve ter sido nada fácil convencer tantas pessoas a ficarem amordaçadas sem se moverem durante todo o desfile (pior para o Tiradentes que além de tudo estava em pé). Eita amor pelo carnaval, né?

É uma pena que muita gente ainda não consiga entender o trabalho de Paulo Barros. As críticas são muitas, e os jurados devem ser no mínimo conservadores, se não colocarem a Viradouro "nas cabeças" !!!


Bom final de carnaval!




CURIOSIDADES DE CARNAVAL 2 - Origem

09 janeiro, 2008

Eu sabia que vinha de longe, aí este ano resolvi pesquisar um pouquinho:

Carnaval: de onde vem essa festa?
Resquícios da origem do carnaval são preservados até hoje, incluindo as brincadeiras de sujar as pessoas nas ruas.

Até onde se sabe, a origem do carnaval começou de uma manifestação popular antes da era Cristã, onde as divindades da mitologia greco-romana recebiam festejos e honras na época da colheita. Durante as comemorações em Roma acontecia uma quebra de hierarquia, onde escravos, filósofos e tribunos se misturavam, ocorrendo verdadeiros bacanais.

No início da era Cristã veio a censura e a igreja determinou que os festejos só deveriam acontecer antes da Quaresma, daí o surgimento do nome "Carnavale" que significa "o tempo em que se tira o uso da carne", numa espécie de abuso da carne.

A festa chegou a Portugal nos séculos XV e XVI, nomeada Entrudo - introdução da Quaresma. O evento era marcado por um divertimento associado à violência, devido ao costume de criar bolas de cera com substâncias mal cheirosas para jogar nas pessoas que estivessem na rua. E foi exatamente esse carnaval violento que aportou no Brasil.





No Brasil...

No Brasil, o Carnaval foi introduzido pelos portugueses. Seu nome era entrudo —palavra que vem do latim introitus e que designa as solenidades litúrgicas da Quaresma.

O Carnaval daqui foi, até a metade do século XIX, uma festa de muita sujeira e molhação. Os escravos a festejavam sujando-se uns aos outros com polvilho e farinha de trigo, ou espirrando água pelas ruas com o auxílio de uma enorme bisnaga de lata.

As famílias brancas, refugiadas em suas casas, brincavam o Carnaval fazendo guerras de laranjinhas —pequenas bolas de cera que se quebravam espalhando água perfumada—, ou então, jogando de suas janelas um líquido não tão cheiroso na cabeça dos passantes.

Por isso as pessoas evitavam sair às ruas durante os dias do entrudo. Isso fez com que os bailes de máscara, realizados apenas para a elite durante o Primeiro Império, e, a partir da década de 1840, para a classe média, fizessem muito sucesso.

Nesses bailes, que eram pagos e feitos em teatros e hotéis do Rio de Janeiro, não se dançava o samba, mas sim o schottische, as mazurcas, as polcas, as valsas e o maxixe, que era o único ritmo genuinamente nacional. Somente em 1869, quando o ator Correia Vasques adaptou a música de uma peça francesa e deu para essa adaptação o nome de Zé Pereira —mesma música que é cantada até os dias de hoje—, apareceu a primeira música de Carnaval. Até então, todas as músicas eram instrumentais ou em outro idioma.

O carnaval da rua, entretanto, quase não existia. Tudo à custa da violência que tinha o entrudo [há no Recife, atualmente, uma brincadeira sobrevivente do entrudo que se chama mela-mela].

Alguns jornalistas da época começaram a estimular a criação de carnavais que imitassem os de Roma e de Veneza, onde as pessoas saiam às ruas fantasiadas para tomar parte no corso ou para realizarem batalhas de flores ou de confete.

Um dos jornalistas que defendia ardorosamente esta forma de Carnaval era José de Alencar, o qual escreveu na sua coluna do "Jornal Mercantil" do Rio de Janeiro, às vésperas do Carnaval de 1855, a seguinte frase: "Confesso que esta idéia me sorri. Uma espécie de baile mascarado, às últimas horas do dia, à fresca da tarde, num belo e vasto terraço, com todo o desafogo, deve ser encantador". Foi assim, após uma campanha dos jornalistas contra o violento entrudo e a favor do elegante Carnaval veneziano, que os desfiles de rua começaram a acontecer.

A partir daí o Carnaval pode ser dividido em dois tipos distintos de manifestação: um, feito pelas classes mais ricas nos bailes de salão, nas batalhas de flores, nos corsos e desfiles de carros alegóricos; outro, feito pelas classes mais pobres nos maracatus, cordões, blocos, ranchos, frevos, troças, afoxés e, finalmente, nas escolas de samba.

Assim, caótico desde seu princípio, o Carnaval brasileiro é também marcado pela divisão das classes sociais.

Atualmente, tanto nos desfiles das escolas de samba do Rio e de São Paulo como nos festejos do nordeste, esta divisão ficou um pouco mais sutil, o que tornou o carnaval mais democrático, mas ainda há lugares em que ela persiste. Na Bahia, por exemplo, só pode desfilar em alguns dos blocos quem tem dinheiro para pagar pelo abadá, ou nas escolas de samba do Rio que passam por um processo de embranquecimento e de comercialização, há, vez por outra, lugares onde apenas aqueles que tem dinheiro podem brincar —os camarotes dos sambódromos do Rio e São Paulo são uma demonstração clara dessa divisão.

FONTE





CURIOSIDADES DE CARNAVAL 1 - Calculando a Data

07 janeiro, 2008


Tem muita gente que não sabe como é definida a data do carnaval todo ano. Um dia desses, ouvi um comentário do tipo:

- Este ano "escolheram" a data do carnaval tão perto do Natal... acho que o Presidente não deveria deixar isto acontecer!!!

Aí pensando nisso resolvi postar aqui.

Na realidade o Carnaval depende da data da Páscoa. E para saber a data da Páscoa você precisa apenas de um calendário onde mostre as fases da lua.

Simplificando...
A Páscoa acontece no primeiro domingo de LUA CHEIA da primavera no Hemisfério NORTE. Aqui no Brasil é outono!!!

Com a data da Páscoa em mãos, para saber a data do Carnaval, basta contar para trás 7 (sete) domingos, ou....
47 dias para chegar na data da terça-feira de Carnaval.

Pronto! Esta aí a data do Carnaval!

Para ler mais sobre o assunto: AQUI



Mas pera aí, 7 semanas= 49 dias.

Afinal, a quaresma são 40 ou 49 dias?

São 40!!!

É meio complicado isso, mas quer aprender calcular???


Conheço duas formas de calcular, uma bem simples:

O domingo anterior ao de Páscoa é o chamado Domingo de Ramos (a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém!!!), e dá início a Semana Santa, então é só não contar esta semana.

Assim sendo... 49 dias - 1 semana = 42 dias

Como a Quaresma começa na quarta-feira de cinzas, então é só descontar a segunda e terça de carnaval.

Ou seja... 40 DIAS DE QUARESMA!



O outro cálculo é mais complicado:


O início da quaresma é na quarta-feira de cinzas, certo? Então vamos descontar 02 dias (a segunda e terça do carnaval).

Restam 47 dias

A Quaresma termina no domingo de Páscoa, então este domingo também não é contado.

Restam 46 dias

O domingo não é considerado como dia de quaresma, então são mais 6 domingos (lembre, no início retroagimos 7 domingos, mas o de carnaval não conta também)

Restam 40 dias!!!

Então... a QUARESMA SÃO 40 DIAS ANTES DA PÁSCOA



Ah! E pra terminar, não se contam os domingos???


Não! Domingo não conta! Ficaria complicado falar não pode isso ou aquilo só de segunda a sábado, já pensou a confusão que daria???

Olha isso:

"É importante observar que, nos quarenta dias, não se contam os domingos. Por isso, dizemos domingos na quaresma e não da quaresma. Domingo é sempre a celebração semanal da gloriosa ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem somos um povo cristão. Por isso não pode ser considerado parte da Quaresma." (para ver texto completo AQUI )


Será que deu para entender???

Ufaaaa
Os meus anos no grupo de jovens da igreja Católica serviram para alguma coisa, né?


Boa semana!!!